segunda-feira, 6 de agosto de 2012

DROGAS...


 “Drogas nunca mais”

Psicólogo Gilvan Melo


“Drogas nunca mais” é o título de uma das músicas do cantor e compositor Ednaldo Francisco, um dos coordenadores da Fazenda do Sol, localizado em Campina Grande. Quem conhece a realidade de um dependente químico sabe que histórias se repetem, êxitos e insucessos também. Se há muitos que venceram o vício das drogas, muitos também têm submetido as suas vidas sob o jugo de intermináveis fórmulas de destruição: crack, cocaína, LSD, entre outras.
Mais que as guerras, as catástrofes naturais e os desastres automobilísticos, as drogas têm ceifado do mundo muitos jovens, têm destruído muitas famílias e provocado inúmeros desafetos e problemas psicológicos na atualidade. Quem, infelizmente, não conhece alguém que, devido às drogas, moram em casas de acolhida, abandonaram seus empregos e famílias ou largaram seus estudos? Quantos jovens vivem hoje em depressão porque se entregaram ao mundo das drogas, e não têm forças para se reerguerem?
Certa vez o psiquiatra Antônio Mourão, numa conferência em que também eu estava presente, desafiou o público sobre o uso das drogas. Afirmava ele que todos ali tinham algum dia provado algum tipo de droga. E prosseguiu elencando quais os tipos de droga que se referia: álcool, café, chocolate, calmantes, ansiolíticos, fora as drogas ilícitas. O mais interessante: “se alguém quiser conhecer sintomas de um drogado, basta conhecer os sintomas de um homem apaixonado: vive pensando nela, sente saudades dela, possui desdobramentos orgânicos e afetivos quando dela está ausente, enfim, sintomas de um drogado e de um apaixonado são semelhantes.”
Pertinentes reflexões deste psiquiatra. Pertinentes porque achamos que drogado é somente aquele que se utiliza de maconha, cocaína, crack, e todos nós, que assistimos às suas desgraças, estamos isentos dela. Ledo engano: Se depositamos o sentido de nossa vida em algo passageiro, seja um alimento, um vício qualquer (jogar, comprar, trabalhar, etc) ou até mesmo uma pessoa cuja função é obedecer aos nossos instintos carnais, corremos o grande risco de nos tornarmos dependentes químicos.
Especialistas que trabalham com a problemática da dependência, são unânimes em afirmar que o álcool é a pior droga e a mais nociva às pessoas. Ele – o álcool - é a porta de entrada de outras drogas. É ele que provoca separações conjugais, que faz perder empregos, que pode gerar impotência sexual, e o pior: que, sutilmente, faz de nós joguetes no mundo, pessoas irresponsáveis, que nada responde aos apelos da vida, e faz da vida algo sem sentido.
Não quero com isto minimizar perigos inerentes a drogas consideradas de alto teor de dependência, como, e principalmente, o crack e o recente e temível oxi. É tão perigoso que o Governo Federal vem incentivando casas de recuperação de dependentes para venceram este grande mal à sociedade. Entretanto, se há uma instituição que mais precisa de ajuda, esta se chama família. Voltemos à mesma tecla: o jovem ou adulto que hoje é dependente químico, um dia foi uma criança indefesa e ingênua, aberta aos estímulos e afetos dos pais ou responsáveis. Foi uma criança que não sabia distinguir o bem do mal e que estava sempre aberta a receber amor dos pais.
Pensemos nisto. Como diz a música do nosso Ednaldo, ele que continua vencendo as drogas e há anos vem reforçando seu destino com atos: “agora é hora de não olhar pra traz, passado errado, drogas nunca mais, pois o sol me curou.”  

AOS AMIGOS DA FAZENDA DO SOL, UM ABRAÇO.

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