*Jucélio Lindenberg
Dentro do coração do
jovem Francisco uma dupla experiência: experiência de um vazio interior
experiência da indigência e da pobreza manifestada na carne e no semblante do
leproso. Francisco fala em deixar o mundo da vaidade, da posse, da busca do
poder, do fascínio pelos bens e pelo dinheiro, da vontade de aparecer e
dominar. Francisco experimenta uma doçura diferente quando Cristo aparece em
sua intimidade e brada e berra na vida e na história do leproso. Depois dessa
experiência começava para Francisco uma nova vida que ele chamaria de vida de
penitência, caminho de júbilo e de felicidade. Mais tarde, bem mais tarde,
quando a irmã já não estava tão distante, haveria ainda de exprimir a saudade
daqueles tempos: “Queria voltar a servir os leprosos e a ser desprezado como
nos primeiros tempos. Queria fugir do convívio das pessoas e ir para lugares
mais afastados, para se livrar de todos os cuidados e preocupações com outras
coisas”
( 1 Celano 103)

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